Quem somos nós?

10/06/2009 - Deixe seu recado!

Buscando conhecer o mundo, percebi o erro que cometia. Nietzsche já apontava para esse erro a mais de um século, mas mesmo assim raramente a consciência vinha a ponto de fazer-me perceber, aceitar e assim, integrar o conhecimento junto a mim.

Para começar, nosso exemplo trágico de, 1900 anos jogados fora, baseando os estudos do mundo em um idealismo que corrompia o corpo em favor da covardia -da negação da vida, da fuga do devir, a abdicação da presença- nos fizeram chegar ao ponto do niilismo sem ao menos perceber isso. Desejamos uma morte rápida e sem consciência.

É um erro tentar entender o mundo, como exemplo, o platonismo para o povo, o cristianismo. A natureza é superior à nós e sempre será, pois o devir não teve começo e nem terá fim.

E os gregos pré-socráticos sabiam disso, tanto como os chineses pré-buddha. Toda filosofia do mundo partia do ponto básico e o que eles percebiam como mais importante. O devir, o presente, o agora.

Então, se é um erro interpretar o mundo em busca de resposta, o que nos sobra?

Calma, não é bem assim. A interpretação é possível e importante até, o problema é a necessidade da verdade absoluta. Essa praga que nos arrasta até o fundo do poço.

Esquecemos que tudo que fazemos é apenas teoria. Tudo que criamos é mera especulação, independente da quantidade de vezes que a experiência já nos confirmou a teoria. Não interessa, a natureza pode a qualquer momento mudar as regras do jogo.

Novamente, se entender o mundo é um erro, e nos conhecer é fácil se houver honestidade, o que nos sobra? Responder a pergunta: Quem somos nós?

E não é respondendo quem fomos ou quem seremos. É conhecendo o instante, o agora. E essa pergunta só pode ser respondida através do contato direto, através do domínio da linguagem e da argumentação. Não se entregando a televisão, música, e livros como subterfúgio para negação da vida. A arte é complemento da vida, e não sua essência.

A vida é agora.

Sobre uma leitura poética da bíblia

18/05/2009 - Deixe seu recado!

Eu não li muito da bíblia, mas sei que tem atributos poéticos em abundância tanto no antigo quanto no novo testamento.
Desacredito o criacionismo porque ele é baseado em um livro que foi ferramenta para as maiores crueldades à liberdade e dignidade humana ao longo dos séculos; além de obviamente, à 150 anos atrás uma teoria fundamentada em fatos ter sido criada.
Não que eu puxe sardinha para o Darwin. A questão é que o evolucionismo é baseado em fatos e o criacionismo na fé. E o grande problema da fé (e dos que confiam dela mais do que sí mesmos) é que ela é abstrata e fundamentada em cima do desejo (“Eu quero muito que Deus exista!”).

Eu tenho problemas é com a instituição igreja. Não com jesus, moisés e companhia. Eles eram pessoas(ou personagens, não importa) interessantes e fizeram sua parte para a abolição da escravidão, esta que antes de ser uma condição física,é na verdade um estado de espírito comum e desejável por grande parte das pessoas.

Eu não consigo entender essa necessidade de defender dogmas e de invalidar os argumentos alheios usando algo tão pessoal e intangível como a fé. Em outras palavras, o que você acredita não vale nada à não ser para você.

Escravos não precisam ou desejam liberdade. Eles querem apenas algo para comer e um colchão para dormir. A desculpa que precisam para jogar a vida no lixo é a fé cega, pois se existe vida após à morte, a atual não importa. A igreja é só a concretização de uma necessidade miseravelmente humana, a vontade de negar a vida e consciência.

Já dizia Thoureau: “Uma vida de cada vez.”

10/05/2009 - Deixe seu recado!

O mais assustador dos gritos é aquele que ecoa do mais absoluto silêncio.

30/04/2009 - Deixe seu recado!

Crianças que imitam adolescentes são chatas.
Adolescentes tentando simular adultos são irritantes.
Adultos que parecem crianças me deprimem.
Garotinhas usando maquiagem e shortinho me enojam.
Garotos gritando com os pais me irritam.

Pais atormentados pela culpa de não saberem quem são, sendo sendo humilhados pelos filhos me assustam.

26/04/2009 - Deixe seu recado!

O espírito tem forma? Se sim, ele é permanente ou adaptável? A função do espírito é controlar nossos hábitos? Reencarnação é uma idéia simples, se pensarmos que os “tipos” não são muitos, e simplesmente derivados de caminhos que escolhemos em vida. A partir do momento que aceitamos que o espírito tem forma, a reencarnação não precisa necessariamente ser espiritual. Reencarnação é, em palavras simples, uma reciclagem de personalidades. O que é mais importante, individualidade ou personalidade? Em uma análise fria, me diga o quanto de você não existe nos seus amigos e vice-versa? Em outras palavras, o que você tem de original? Me diga sinceramente que a repetição não te salvou. Eu duvido.

25/04/2009 - Deixe seu recado!

Muitas coisas me assustam, mas acima de todas, está a certeza de que eu criei isso tudo.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.