Eu não li muito da bíblia, mas sei que tem atributos poéticos em abundância tanto no antigo quanto no novo testamento.
Desacredito o criacionismo porque ele é baseado em um livro que foi ferramenta para as maiores crueldades à liberdade e dignidade humana ao longo dos séculos; além de obviamente, à 150 anos atrás uma teoria fundamentada em fatos ter sido criada.
Não que eu puxe sardinha para o Darwin. A questão é que o evolucionismo é baseado em fatos e o criacionismo na fé. E o grande problema da fé (e dos que confiam dela mais do que sí mesmos) é que ela é abstrata e fundamentada em cima do desejo (“Eu quero muito que Deus exista!”).
Eu tenho problemas é com a instituição igreja. Não com jesus, moisés e companhia. Eles eram pessoas(ou personagens, não importa) interessantes e fizeram sua parte para a abolição da escravidão, esta que antes de ser uma condição física,é na verdade um estado de espírito comum e desejável por grande parte das pessoas.
Eu não consigo entender essa necessidade de defender dogmas e de invalidar os argumentos alheios usando algo tão pessoal e intangível como a fé. Em outras palavras, o que você acredita não vale nada à não ser para você.
Escravos não precisam ou desejam liberdade. Eles querem apenas algo para comer e um colchão para dormir. A desculpa que precisam para jogar a vida no lixo é a fé cega, pois se existe vida após à morte, a atual não importa. A igreja é só a concretização de uma necessidade miseravelmente humana, a vontade de negar a vida e consciência.
Já dizia Thoureau: “Uma vida de cada vez.”